Domingo, Maio 31, 2009
A arte do encontro
Não existe receita para os relacionamentos. Qualquer que seja, existem muitas variáveis nesta conta. Muitas vezes acabamos de tentar fugir do inevitável. Particularmente acredito que o destino entre duas pessoas podem se cruzar. A forma como isto vai se desenrolar pode ser diferente. Já foi dito por alguém, em algum lugar, que são as pessoas certas mas no tempo ou no local errado. Achava que fosse balela, mas agora acredito. "Você chegou, mas na hora e no local errados".
Quinta-feira, Agosto 07, 2008
Jornalismo como instrumento social
É grande a importância do papel do comunicador em lançar debates aprofundados e humanizados que possam contribuir para a formação de uma sociedade crítica e responsável. A constante especialização, falta de reconhecimento no “outro”, e principalmente o colapso vivenciado na pós-modernidade transformaram-se nas principais conseqüências de uma sociedade que baseia as suas relações somente no lucro. A exploração inconsciente das nossas reservas naturais, que arrasa o meio ambiente, soma-se a um processo de deterioração do próprio ser humano.
A comunicação e as novas tecnologias desenvolvidas na área podem se tornar instrumentos de divulgação de um pensar e agir sustentáveis, pautados pela responsabilidade ambiental e social. É preciso, para isto, mobilizar toda a comunidade. Os meios de comunicação de massa podem ajudar neste processo, ao transmitir informações e símbolos que revalorizem o outro, as relações sociais e o meio ambiente. As pessoas deveriam voltar a pensar que são as pequenas ações as responsáveis pelos grandes atos que podem mudar o mundo.
É necessário tornar público não somente as atividades dos grandes conglomerados, que detém a riqueza financeira, mas também as ações da sociedade civil organizada. Os profissionais de Jornalismo poderiam contribuir, neste sentido, ao tentar trazer ás pessoas algo próximo, mas que deixam de ser discutidas, menos pela falta de visão das grandes empresas, e mais pela formação elitista e cartesiana dos jornalistas brasileiros.
Apenas no ano passado, a mídia brasileira percebeu a catástrofe vivenciada pelo mundo, com a divulgação do relatório do IPCC, sobre o aquecimento global. Somente com uma catástrofe anunciada em pesquisas, o jornalismo se dá conta de um assunto que as comunidades tradicionais antecipam, ao ver as suas culturas arrasadas pelo trator movido pelo grande capital. Se as pequenas ações fossem valorizadas pelo processo comunicacional, há muito o alerta já teria soado. Resta agora correr contra o tempo, para lutar pelo que temos, que felizmente, não é pouco.
A comunicação e as novas tecnologias desenvolvidas na área podem se tornar instrumentos de divulgação de um pensar e agir sustentáveis, pautados pela responsabilidade ambiental e social. É preciso, para isto, mobilizar toda a comunidade. Os meios de comunicação de massa podem ajudar neste processo, ao transmitir informações e símbolos que revalorizem o outro, as relações sociais e o meio ambiente. As pessoas deveriam voltar a pensar que são as pequenas ações as responsáveis pelos grandes atos que podem mudar o mundo.
É necessário tornar público não somente as atividades dos grandes conglomerados, que detém a riqueza financeira, mas também as ações da sociedade civil organizada. Os profissionais de Jornalismo poderiam contribuir, neste sentido, ao tentar trazer ás pessoas algo próximo, mas que deixam de ser discutidas, menos pela falta de visão das grandes empresas, e mais pela formação elitista e cartesiana dos jornalistas brasileiros.
Apenas no ano passado, a mídia brasileira percebeu a catástrofe vivenciada pelo mundo, com a divulgação do relatório do IPCC, sobre o aquecimento global. Somente com uma catástrofe anunciada em pesquisas, o jornalismo se dá conta de um assunto que as comunidades tradicionais antecipam, ao ver as suas culturas arrasadas pelo trator movido pelo grande capital. Se as pequenas ações fossem valorizadas pelo processo comunicacional, há muito o alerta já teria soado. Resta agora correr contra o tempo, para lutar pelo que temos, que felizmente, não é pouco.
Domingo, Agosto 03, 2008
Assisti pela milésima vez (força de expressão. Mas foram muitas) o filme Closer - Perto Demais. Todas as vezes que assisto, sinto que tinha entendido tudo errado da última vez. Sempre tenho uma nova impressão dos personagens e dos acontecimentos. Esta mania de querer racionalizar o impossível dá nisto. Relacionamentos não estão na ordem do explicável. O que na maioria das vezes os filmes tentam passar. Closer é uma obra de arte, e os personagens chegam a saltar na tela de tão reais.
Toda vez que re-assisto, lembro quando vi pela primeira vez, numa sala de cinema, sozinho, com um copo de refrigerante do lado. Pode ter sido meio depressivo. Aquilo, na época, soou mais como um desafio. Não que eu gostasse de ver filmes desacompanhado, mas naquele dia queria fazer algo que não estava acostumado. Sair da rotina. E para a minha surpresa, surgiu na tela um filme que tirou os meus pés do chão, e me aproximou mais de uma forma diferente de ver as angústias amorosas.
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Toda vez que re-assisto, lembro quando vi pela primeira vez, numa sala de cinema, sozinho, com um copo de refrigerante do lado. Pode ter sido meio depressivo. Aquilo, na época, soou mais como um desafio. Não que eu gostasse de ver filmes desacompanhado, mas naquele dia queria fazer algo que não estava acostumado. Sair da rotina. E para a minha surpresa, surgiu na tela um filme que tirou os meus pés do chão, e me aproximou mais de uma forma diferente de ver as angústias amorosas.
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Fiquei muito tempo longe de Barreiras. Para quem não sabe é no Oeste da Bahia. Tempo bastante para estranhar muitas coisas. Vamos então ao Top5:
1. Indiscrição: As pessoas querem realmente saber da sua vida, mas como não tenho feito muita coisa, nada para contar. Desço muitos degraus na escala da sociabilidade por causa disto. Mas elas também contam com mais facilidade sobre a vida delas. Fico tão sem graça, e conto uma coisa outra de mim.
2. Simpatia: As pessoas aqui são muito engraçadas. Morro de rir de muitas coisas, principalmente nas expressões, seja dos baianos, ou dos gaúchos. O ponto alto é na faculdade. Só tem figura.
3. Poeira: Esqueci o quanto esta cidade é poeirenta. E os meus olhos sofrem, principalmente quando uso lente de contato. Decidi priorizar o conforto. Lentes só á noite.
4. Ônibus: Preciso me livrar disto urgentemente. Andar de ônibus é ruim em todo o lugar. Aqui tem uma peculiaridade. As pessoas puxam a cordinha, voltam a se sentar, e somente depois que o ônibus param, elas vem lentamente para descer. Ah! Outra coisa que eu detesto. Quem pega ônibus aqui parece um ET. Explico. Todo o mundo que passa de carro fica olhando. A vontade é de meter uma pedra no carro. Ô raiva.
5. Tempo: realmente o tempo daqui é diferente. Primeiro que todo o mundo almoça em casa. Todo o mundo sai mais cedo e chega mais tarde. Os eventos começam geralmente 1h30 depois do marcado. Não que seja ruim ou bom. É apenas uma maneira diferente de lidar com o tempo.
***
Trilha sonora do momento, coloquei todo o CD da cantora Colbie Caillat no meu celular-mp3. Ela fez sucesso com a música Bubly, trilha sonora da novela das 7, Os Sete Pecados, mas o cd traz uma variedade maior de sons, alguns se aproximando do folk, e às vezes até do country, mas outras ela parece uma versão de saias do Jack Jonhson. Em algumas canções, como Midnight Botlle e Feelings Show, The Little Things, Realize, e Batle a sensação é de estar sentado à beira de uma praia, observando o mar. Basicamente, o violão, o baixo, o teclado participam de maneira mais contundente das músicas, e uma bateria leve marcando o ritmo.
***
Cortar cabelo nunca foi o meu forte. Detesto ir ao cabeleireiro. Acho que foi algum trauma de infância. Primeiro que eu nunca gosto do corte, e hoje você precisa marcar e agendar, ou então ninguém te recebe. E como nunca tenho tempo, ou acho que não vou desperdiçar tempo com isto, continuo com o cabelo grande. Esta semana vou precisar cortar. Uma das várias missões desta semana. Vou cortar bem baixo para ver se fico uns dois meses sem procurar novamente um salão.
***
As Olimpíadas de Pequim estão chegando, mas a diferença do fuso horário com o Brasil vai atrapalhar quem gosta de assistir a competição. No meu caso, será praticamente impossível, até porque só se eu ficasse 24 horas ligado. Bom que temos a Internet, para assistir algumas transmissões.
***
Esta semana a jornalista Beatriz Castro, da rede globo nordeste, ministrou uma palestra na faculdade onde leciono. Divertida, e bem articulada, ela mostrou aos estudantes as dificuldades e as benesses da profissão. Os estudantes sairam motivados. Muitos se deram conta do que os professores falam em sala de aula tem alguma razão. Parecem que eles só acreditam quando alguma estrela global fala. No mais, continuo martelando. Não existe jornalista nos tempos atuais sem formação para lidar com o grande acúmulo de informações disseminadas diariamente. E ler, de preferência, Machado de Assis e Graciliano Ramos, como uma forma de melhorar a narrativa jornalística. No mais, muito trabalho e paciência.
***
Uma grande reportagem tem fórmula?Para o grande mestre José Hamilton Ribeiro existe sim. E ele é quem dá a receita para o sucesso:
GR= (Bc+Bf)/(txt´)n
Isto significa que uma Grande Reportagem é igual a um bom começo mais um bom final sobre trabalho vezes talento, elevado à potência n. “É segui-la e se candidatar ao Prêmio Esso de Jornalismo”. Bastante simples, não é?
***
Esta semana começo em um novo trabalho. Claro que surge a insegurança d normal da mudança. É uma área em que não tenho tanta experiência, no caso uma assessoria de comunicação de uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) chamada Bioeste, que tem o objetivo de atuar na preservação da biodiversidade e do patrimônio ambiental do oeste baiano. Foi uma difícil decisão, principalmente por ficar fora das redações, mas espero que seja uma rica experiência, assim como tem sido tudo até agora. Desejem-me sorte.
1. Indiscrição: As pessoas querem realmente saber da sua vida, mas como não tenho feito muita coisa, nada para contar. Desço muitos degraus na escala da sociabilidade por causa disto. Mas elas também contam com mais facilidade sobre a vida delas. Fico tão sem graça, e conto uma coisa outra de mim.
2. Simpatia: As pessoas aqui são muito engraçadas. Morro de rir de muitas coisas, principalmente nas expressões, seja dos baianos, ou dos gaúchos. O ponto alto é na faculdade. Só tem figura.
3. Poeira: Esqueci o quanto esta cidade é poeirenta. E os meus olhos sofrem, principalmente quando uso lente de contato. Decidi priorizar o conforto. Lentes só á noite.
4. Ônibus: Preciso me livrar disto urgentemente. Andar de ônibus é ruim em todo o lugar. Aqui tem uma peculiaridade. As pessoas puxam a cordinha, voltam a se sentar, e somente depois que o ônibus param, elas vem lentamente para descer. Ah! Outra coisa que eu detesto. Quem pega ônibus aqui parece um ET. Explico. Todo o mundo que passa de carro fica olhando. A vontade é de meter uma pedra no carro. Ô raiva.
5. Tempo: realmente o tempo daqui é diferente. Primeiro que todo o mundo almoça em casa. Todo o mundo sai mais cedo e chega mais tarde. Os eventos começam geralmente 1h30 depois do marcado. Não que seja ruim ou bom. É apenas uma maneira diferente de lidar com o tempo.
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Trilha sonora do momento, coloquei todo o CD da cantora Colbie Caillat no meu celular-mp3. Ela fez sucesso com a música Bubly, trilha sonora da novela das 7, Os Sete Pecados, mas o cd traz uma variedade maior de sons, alguns se aproximando do folk, e às vezes até do country, mas outras ela parece uma versão de saias do Jack Jonhson. Em algumas canções, como Midnight Botlle e Feelings Show, The Little Things, Realize, e Batle a sensação é de estar sentado à beira de uma praia, observando o mar. Basicamente, o violão, o baixo, o teclado participam de maneira mais contundente das músicas, e uma bateria leve marcando o ritmo.
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Cortar cabelo nunca foi o meu forte. Detesto ir ao cabeleireiro. Acho que foi algum trauma de infância. Primeiro que eu nunca gosto do corte, e hoje você precisa marcar e agendar, ou então ninguém te recebe. E como nunca tenho tempo, ou acho que não vou desperdiçar tempo com isto, continuo com o cabelo grande. Esta semana vou precisar cortar. Uma das várias missões desta semana. Vou cortar bem baixo para ver se fico uns dois meses sem procurar novamente um salão.
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As Olimpíadas de Pequim estão chegando, mas a diferença do fuso horário com o Brasil vai atrapalhar quem gosta de assistir a competição. No meu caso, será praticamente impossível, até porque só se eu ficasse 24 horas ligado. Bom que temos a Internet, para assistir algumas transmissões.
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Esta semana a jornalista Beatriz Castro, da rede globo nordeste, ministrou uma palestra na faculdade onde leciono. Divertida, e bem articulada, ela mostrou aos estudantes as dificuldades e as benesses da profissão. Os estudantes sairam motivados. Muitos se deram conta do que os professores falam em sala de aula tem alguma razão. Parecem que eles só acreditam quando alguma estrela global fala. No mais, continuo martelando. Não existe jornalista nos tempos atuais sem formação para lidar com o grande acúmulo de informações disseminadas diariamente. E ler, de preferência, Machado de Assis e Graciliano Ramos, como uma forma de melhorar a narrativa jornalística. No mais, muito trabalho e paciência.
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Uma grande reportagem tem fórmula?Para o grande mestre José Hamilton Ribeiro existe sim. E ele é quem dá a receita para o sucesso:
GR= (Bc+Bf)/(txt´)n
Isto significa que uma Grande Reportagem é igual a um bom começo mais um bom final sobre trabalho vezes talento, elevado à potência n. “É segui-la e se candidatar ao Prêmio Esso de Jornalismo”. Bastante simples, não é?
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Esta semana começo em um novo trabalho. Claro que surge a insegurança d normal da mudança. É uma área em que não tenho tanta experiência, no caso uma assessoria de comunicação de uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) chamada Bioeste, que tem o objetivo de atuar na preservação da biodiversidade e do patrimônio ambiental do oeste baiano. Foi uma difícil decisão, principalmente por ficar fora das redações, mas espero que seja uma rica experiência, assim como tem sido tudo até agora. Desejem-me sorte.
Sábado, Julho 12, 2008
É dia de aniversário!!
Hoje é dia de aniversário. Não vai ter bolo, mas vai ter pizza. Completo 25 anos. Bem vividos em alguns pontos, mal por outros. A verdade é que me sinto muito mais completo e feliz hoje do que anos atrás. Sinto saudades de momentos e de pessoas, mas sem aquela nostalgia de quem queria que tudo voltasse a ser como era antes. Talvez por tudo isto não me permita reviver ou fazer análises mais aprofundadas do meu passado. Sei que tudo influenciou o que eu sou hoje, as minhas escolhas profissionais e pessoas, mas sei que a todo momento, posso mudar, e tentar ser diferente, tentar ser melhor.
Não sei se foi a lua em algum canto do meu mapa astral, ou Netuno que deve sair esta semana na casa de câncer, mas sei que fiquei diferente a semana toda. Não sei se deve tudo a isto a algum tipo de coincidência. Comecei a refletir mais certas passos. Talvez sejam as férias. O fato é que nem tudo é perfeito, sempre faltam pedaços, no entanto, há melhores maneiras de se conviver com a imperfeição,e com os erros e os problemas. O bom seria a melhor maneira de tratar tudo de forma mais leve.
Se vale a pena registrar, acho que vou reforçar este como um lema. Preciso desapegar certos conceitos, recriar outros, abraçar mais o que eu escolhi, sem deixar de lado o que vivi. Talvez este seja o momento propício. Um momento em que eu estou novamente na proa do navio a conduzir o meu destino, que já agiu de forma anteriormente, quando o vento apenas direcionava os rumos. Agora quero e preciso estar na rédea das situações, sem perder a sensibilidade para o que vier, e a racionalidade nas horas difícies.
Obrigado a todos!!!
PS: Acabei de ganhar no momento em que escrevia o posto o livro Guardião das Memórias, dos meus tios Gildásio e Edna. Espero que seja sinalizando momentos de mudanças, para melhor, e principalmente no relacionamento com a minha família, minha fortaleza nos mommentos em quem não tenho no que segurar.
Não sei se foi a lua em algum canto do meu mapa astral, ou Netuno que deve sair esta semana na casa de câncer, mas sei que fiquei diferente a semana toda. Não sei se deve tudo a isto a algum tipo de coincidência. Comecei a refletir mais certas passos. Talvez sejam as férias. O fato é que nem tudo é perfeito, sempre faltam pedaços, no entanto, há melhores maneiras de se conviver com a imperfeição,e com os erros e os problemas. O bom seria a melhor maneira de tratar tudo de forma mais leve.
Se vale a pena registrar, acho que vou reforçar este como um lema. Preciso desapegar certos conceitos, recriar outros, abraçar mais o que eu escolhi, sem deixar de lado o que vivi. Talvez este seja o momento propício. Um momento em que eu estou novamente na proa do navio a conduzir o meu destino, que já agiu de forma anteriormente, quando o vento apenas direcionava os rumos. Agora quero e preciso estar na rédea das situações, sem perder a sensibilidade para o que vier, e a racionalidade nas horas difícies.
Obrigado a todos!!!
PS: Acabei de ganhar no momento em que escrevia o posto o livro Guardião das Memórias, dos meus tios Gildásio e Edna. Espero que seja sinalizando momentos de mudanças, para melhor, e principalmente no relacionamento com a minha família, minha fortaleza nos mommentos em quem não tenho no que segurar.
Sábado, Junho 28, 2008
Fiquei apertando “Ctrl Z” durante uns dez segundos. O texto realmente não vai voltar. Na hora eu decidi deletar, porque escrevi quando estava para baixo, na solidão de um sábado a tarde sem nada para fazer. É assim quando se passa meses sem tempo para nada, e quando se depara num sábado à tarde, com vontade de fazer muitas coisas, algumas impossíveis, outras ao seu alcance. E deixa de fazer tudo para ficar sem fazer exatamente nada. Depois visitei alguns blogs, algo que não fazia há algum tempo, algumas pessoas estavam com o mesmo sentimento saudosista, foi quando tentei recuperar o post. Já era também. Curei as mágoas.
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Ainda estou um pouco “down”. Saudades dos amigos que gostaria de rever e não posso. Esta cidade parece às vezes que fica no meio do nada para lugar nenhum. Incrível. Descobri que uma passagem aérea de Barreiras para Salvador custa R$ 200. E que para Brasília custa R$ 230. Isto numa segunda-feira. Nada mal , se não fosse aqueles aviões teço-teco, e a pista do aeroporto de Barreiras não ser nada confiável. Não tem nem corpo de bombeiros na cidade. Prefiro continuar as 12 horas, com aquele cheiro típico de buzão, perigo de ser assaltado na estrada e uma baita dor no pescoço na parada final.
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Durante a Exposição Agropecuária de Barreiras, que antes tinha raiva de ouvir falar, parece ter mudado. Ao menos não ficam os metidinhos da minha adolescência naquela numa pracinha ridícula, onde tem um negócio de rapel, onde o povo ficava olhando. Os adolescentes de hoje devem ter achado outra maneira de segregar. Só que ainda não identifiquei. Fui na exposição, algumas vezes à trabalho, outras so para ver quem estava passando. Só não entrei nos shows, porque pagar para ouvir Bonde do Maluco, e outras porcarias, não estava no meu cronograma. Como diz uma colega professora. “Não investi anos de estudos e tempo de leituras para ouvir estas porcarias”. Ta aí. Nem eu!!
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Aliás, este semestre foi bastante interessante. Nunca pensei que voltar à Barreiras seria tão proveitoso profissionalmente. Ao acaso do destino, me tornei professor de jornalismo, algo que ainda estou me acostumando. Lembro até hoje do primeiro dia em que a sra. do Recursos Humanos me tratou como professor. É sério, precisei me segurar para não rir na cara dela. Na semana de admissão cortei o cabelo e aparei a barba direitinho. Era para parecer mais velho, mas deu tudo errado. Parecia que eu tinha 20 anos. Teve um professor que disse que eu tinha cara de aluno. E no meu crachá, como ironia, parecia que eu tinha voltado aos 17 anos. Uso camisa para disfarçar. O que antes, considera impensável. Só que não to nem aí. Tem gente que demora a envelhecer.
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A única coisa que atrapalha estar em Barreiras é a distancia dos amigos. Hoje vou perder o tradicional São João na casa da Érika (o pc insiste em pôr o sinal no seu nome Érika), que vai reunir os amigos de facu. Sinto muitas saudades. Infelizmente não deu, mas da próxima, faço de tudo para está presente. Só me resta afogar as magoas no show do Nechivile. Como diz outra professora, não é o show que é ruim, é a gente que bebe pouco.
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Ainda estou um pouco “down”. Saudades dos amigos que gostaria de rever e não posso. Esta cidade parece às vezes que fica no meio do nada para lugar nenhum. Incrível. Descobri que uma passagem aérea de Barreiras para Salvador custa R$ 200. E que para Brasília custa R$ 230. Isto numa segunda-feira. Nada mal , se não fosse aqueles aviões teço-teco, e a pista do aeroporto de Barreiras não ser nada confiável. Não tem nem corpo de bombeiros na cidade. Prefiro continuar as 12 horas, com aquele cheiro típico de buzão, perigo de ser assaltado na estrada e uma baita dor no pescoço na parada final.
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Durante a Exposição Agropecuária de Barreiras, que antes tinha raiva de ouvir falar, parece ter mudado. Ao menos não ficam os metidinhos da minha adolescência naquela numa pracinha ridícula, onde tem um negócio de rapel, onde o povo ficava olhando. Os adolescentes de hoje devem ter achado outra maneira de segregar. Só que ainda não identifiquei. Fui na exposição, algumas vezes à trabalho, outras so para ver quem estava passando. Só não entrei nos shows, porque pagar para ouvir Bonde do Maluco, e outras porcarias, não estava no meu cronograma. Como diz uma colega professora. “Não investi anos de estudos e tempo de leituras para ouvir estas porcarias”. Ta aí. Nem eu!!
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Aliás, este semestre foi bastante interessante. Nunca pensei que voltar à Barreiras seria tão proveitoso profissionalmente. Ao acaso do destino, me tornei professor de jornalismo, algo que ainda estou me acostumando. Lembro até hoje do primeiro dia em que a sra. do Recursos Humanos me tratou como professor. É sério, precisei me segurar para não rir na cara dela. Na semana de admissão cortei o cabelo e aparei a barba direitinho. Era para parecer mais velho, mas deu tudo errado. Parecia que eu tinha 20 anos. Teve um professor que disse que eu tinha cara de aluno. E no meu crachá, como ironia, parecia que eu tinha voltado aos 17 anos. Uso camisa para disfarçar. O que antes, considera impensável. Só que não to nem aí. Tem gente que demora a envelhecer.
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A única coisa que atrapalha estar em Barreiras é a distancia dos amigos. Hoje vou perder o tradicional São João na casa da Érika (o pc insiste em pôr o sinal no seu nome Érika), que vai reunir os amigos de facu. Sinto muitas saudades. Infelizmente não deu, mas da próxima, faço de tudo para está presente. Só me resta afogar as magoas no show do Nechivile. Como diz outra professora, não é o show que é ruim, é a gente que bebe pouco.
Sábado, Maio 10, 2008
Ao lado daquela canção
Nunca desci a serra pela estrada de Santos, mas era como se lá estivesse. No meu carro, poderia ser um mustang amarelo, ou um corvetti azul marinho. Os braços estão para a janela. Gel no cabelo, óculos escuros, escolho a música pelo dial do rádio. Um ruído até a melhor freqüência, e lá estou eu, ouvindo Roberto Carlos, e descendo a estrada de Santos. Ao meu lado, como companhia, inseparável, pela completude do pensamento, ouvindo a música, balançando a cabeça, está minha mãe.
O encarte do CD em mãos, acompanhando a letra, ela me vê entrar pela sala, e revivo uma atmosfera que só apreendi no cinema e em livros. “Se você pretende saber quem eu sou, eu posso lhe dizer”. Era domingo pela manhã, por volta das 10h. No automático, ligaria a televisão, mas preferi, continuar naquela vida em preto e branco, onde o tempo anda devagar, e que o ritmo da jovem guarda faz entender um pouco da personalidade da minha mãe. Algo imcompreensível, é verdade.
Sento-me ao seu lado. Ela está com aquela camisola dos dias de domingo. Branca, com alguns desenhos em azuis. O cabelo em coque, preso em grampos, e com um sorriso, que mostra a experiência e as suas vivências. Abraço-lhe. Sinto o calor do beijo, e o frio no estômago, da camisola molhada. Ela me mostra o encarte, e cantarolamos juntos.
“Só ando sozinho. E no meu caminho o tempo é cada vez menor. Preciso de ajuda. Por favor me acuda. Eu vivo muito só”. Em nossa solidão, em que cada um vive à sua maneira, eu e ela naquele momento nos tornamos único, uma energia que me acompanha, não pelo simples fato de ser mãe, mas pelo simples de fato dali, naquele espaço e naquela canção, e naqueles dois corações, existir um amor, incondicional em sua essência. “Se acaso numa curva eu me lembro do meu mundo. Eu piso mais fundo. Corrijo num segundo. Não posso parar”.
Não é aquele amor que cobra presença, afagos, ou presentes. É aquele amor verdadeiro, de quem sente que o que quer que aconteça, estaremos ali, um ao lado do outro, cantando uma canção única. Se, por um acaso eu esquecer quem eu sou, ali estará ela, sempre a me lembrar, que sou especial, insubstituível.
No mundo lá fora, longe desta sala, e da nossa cantoria de domingo pela manhã, posso ser vários, e me transformar em muitos outros. Mas aqui nesta sala, ao seu lado, cantando, assistindo à tv deitado ao seu colo, ou mesmo nos muitos abraços apertados pelos dias à fora, relembro que posso voltar a ser quem sou. “As curvas se acabam. E na estrada de Santos não vou mais passar. Não vou mais passar”.
Sábado, Abril 05, 2008
A força de uma vida
No mesmo hospital, em menos de um mês, outro caso de maus-tratos. Está internada uma menina de quatro anos, que pesa apenas sete, sendo que o ideal seriam 16 quilos. A criança foi internada com diárréia e vômitos, e não se alimenta pela via oral, apenas por intermédio de uma sonda. Os pais, alcoólatras, não a alimentavam, e impediam qualquer um de chegar perto. Depois de uma denúncia, quando o conselho tutelar entrou na casa, a menina estava toda suja, e não conseguia mais chorar, apenas grunia. Nunca iriam escutá-la. Os pais saiam e deixavam o som em alto volume. Outro detalhe: A menina nunca mais vai ter condições de andar, e está com o seu desenvolvimento comprometido. E não tem com quem ficar. Que futuro podem ter? Não seria melhor desistir? Não seria mais fácil? Mais do que o próprio exercício diário de sobrevivência, estas crianças já nascem levando "porrada" da vida. Infelizmente aprendem na marra, motivada pela irresponsabilidade, e loucura de quem deveria ter a obrigação, não apenas de cuidar, mas de educar.
Estas crianças podem nos instigar muito mais do que o sentimento de revolta. Elas ensinam o que a maioria das pessoas aprendem, muitas vezes, depois de adulto. Que a realidade não é justa. E que chega em um momento em que se deve aprender a andar sozinho.O fato destas crianças continuarem a respirar ensina que a luta deve ser diária. Se elas, que não possuem condições de se defenderem da loucura do mundo, continuam. Porque deveríamos desistir?
Quando se chega perto do palco, os defeitos ficam mais visíveis. Os predestinados a vencer, muitas vezes, se incomodam diante da vida, sempre acostumados a serem servidos. E pensam, muitas vezes, que o destino o escolheu como o novo predestinado. Assumem assim uma posição de arrogância, e de menosprezo em relação à vida. Tudo, para eles, se torna banal. Mal sabem que existem pessoas, que de tantas dores, sofrem com o mínimo sinal de respiração, e que as batidas do coração se elevam a cada movimento. Apenas a procurar a felicidade onde elas podem alcançar: a própria vida.
Foto: Luís Tito - Agência A Tarde
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